segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Um programa de vida no Espirito

Vimos no artigo anterior cujo tema “o dia do Consagrado” que Maria é indispensável em nossa vida dentro do programa de vida proposto para este ano de 2009.

Talvez você não saiba ainda, mas neste ano estaremos caminhando sobre o lema “Canção Nova um Programa de vida. E hoje quero partilhar com você a presença do Espírito Santo dentro deste programa de vida.

Desde o principio antes mesmo da criação do mundo o Espírito Santo já se fazia presente no projeto de Deus. Tudo foi criado com ele e através dele e nada foi feito sem ele. A própria terra era vazia e sem forma, mas o Espírito Santo pairava sobre ela e de forma maravilhosa ganhando vida e sentido.

Da mesma forma o Espírito Santo precisa estar dentro dos nossos projetos, sonhos e metas. Um programa de vida não é simplesmente fazer uma agenda de tudo que queremos viver durante o ano, mas fazer um programa em que Deus possa fazer parte da nossa vida, tendo Ele a liberdade de mudar ou confirmar aquilo que é bom para nós. Nem tudo que programamos para a nossa vida por mais das boas intenções que temos, nem sempre é de fato aquilo que precisamos. A presença do Espírito Santo neste programa é justamente para tornar eficazes os nossos projetos, para dar forma e vida a tudo que iremos realizar durante este ano. Por isso, que é um programa de vida.

No primeiro artigo sobre este tema fizemos a renovação da consagração a Deus de toda a nossa vida, projetos e sonhos. Hoje quero rezar ao Espírito Santo de Deus para convidá-lo a fazer parte deste programa, para que ele nos dê a graça de enxergar qual é a vontade de Deus em cada uma das nossas atitudes. Queremos estar abertos ao Espírito Santo a cada movimento do Céu em nossa direção, para que cada atitude minha tenha a sua aprovação, e aquilo que não for de Deus nem para meu bem e dos outros, que Tu tenhas a liberdade de mudar e que eu tenha a humildade de aceitar.

Que a Virgem Maria que se deixou ser guiada e moldada por Ti ó Espírito Santo, nos ensine e nos ajude a viver um programa de vida no Espírito Santo, amém!

No próximo artigo vamos falar sobre “Canção Nova um programa de vida”

Deus abençoe você!

Com carinho Marcelo

O que é o arrependimento quando não há escolhas

Estes dias estive refletindo sobre este tema; como se arrepender quando não há mais escolhas. Parece hipotético, mas no fundo tem um sentido muito interessante.

A vida toda, temos a oportunidade de lavar a alma por meio do arrependimento acompanhado pela conversão do coração. Este processo é longo e doloroso que se passa por duas vias; decidir por uma vida melhor ou permanecer no erro, ambas não esquivam o sofrimento, pois até mesmo para se converter dói, é como um parto, a vida que sai do ventre de uma mãe é linda e maravilhosa, mas o processo de nascimento é doloroso.

A primeira via depende única e exclusivamente de uma decisão nossa que comporta dor e sofrimento, porém com possibilidades de liberdade e felicidade até o fim da vida. Escolher nascer requer coragem, tal qual se converter requer renuncia.

Já a segunda via que é permanecer na vida velha, no erro, não depende muito da nossa escolha, pois permanecer no erro nem sempre é por uma escolha, mas sim, por falta de fazer alguma escolha sensata.

Agora, o que acontece quando o arrependimento não comporta mais escolhas?

Primeiro é preciso entende que o arrependimento antecede um processo de conversão, porque ninguém se converte sem antes não cai de joelho diante da própria consciência e se banhar nas lagrima da misericórdia de Deus, só depois deste autoconhecimento da nossa miséria é que conseguimos fazer escolhas maduras em direção a vida nova.

Então respondendo à pergunta a cima, podemos dizer que o arrependimento só não tem resultado quando morremos, pois com a morte o arrependimento morre também, simplesmente pelo fato do arrependimento ser um componente essencial e necessário para a conversão. No livro de Dande ele diz; “A alma só tem poder de escolha enquanto viva, portanto, viva se decide pelo céu ou pelo inferno, depois de morta, perde a capacidade de raciocinar e tomar decisões”. Com a morte não há mais possibilidade de se arrepender, muito menos de conversão, e este processo nos foi dado à vida toda.

Após a morte, o arrependimento não muda a nossa sorte, no mínimo se queremos ter a felicidade eterna precisaremos de purificação que não tem nada a ver com arrependimento. Neste sentido podemos dizer que a morte anula nossas possibilidades de escolhas e de mudanças por meio do arrependimento. Certamente a última escolha nossa seria o purgatório pautado não no arrependimento, mas sim na purificação das nossas más escolhas feitas em vida.

A vida é feita de escolhas, e o Céu é feito das nossas escolhas. Merecemos o Céu que escolhemos.

Deus abençoe todas as nossas escolhas, pois ainda há tempo para fazermos boas escolhas.

Marcelo Pereira

domingo, 1 de fevereiro de 2009

O curioso caso de Benjamin Button

Certos filmes têm histórias que por si só já valem a ida ao cinema. Este é o caso de “O Curioso Caso de Benjamin Button”. O filme conta o drama baseado no clássico romance homônimo escrito por F. Scott Fitzgerald nos anos de 1920, Benjamin Button, (Brad Pitt), um homem que misteriosamente começa a rejuvenescer e passa a sofrer as bizarras conseqüências do fenômeno.

Benjamin, estranhamente, surge na história aos seus 80 e poucos anos - na New Orleans de 1918, quando a Primeira Guerra está chegando ao fim - e a partir disso começa a ficar mais jovem.

Agora veja o que é um instrumento nas mãos da pessoa certa. Uma obra da literatura pode sim se tornar um grande filme e ultrapassar as perspectivas do próprio livro como temos visto ultimamente em bons filmes, isso sim é adaptação.

O Curioso Caso de Benjamin Button, dirigido por David, traz a adaptação do conto homônimo de F. Scott Fitzgerald feita por Eric Roth a quem assina a versão final do roteiro e que por sinal é o mesmo de Forrest Gump e Robin Swicord (que recentemente estreou como diretora do longa O Clube de leitura da Jane Austin).

Veja o trailler

Eu particularmente, já fiz umas boas reflexões sobre o filme, mas confesso que ainda estou digerindo e ruminando a longitude que está história tem capacidade de nos levar através de uma boa reflexão. É difícil de imaginar uma pessoa nascendo aos 80 anos e construir sua vida de traz pra frente, ou seja, enquanto eu sigo o ciclo normal da minha natividade, Benjamin vem na contra-mão mostrar a vida de um outro ponto de vista, neste caso no ponto de vista de uma pessoa mais madura com a experiência de uma pessoa de 80 anos.

Veja o tlailer original

Na verdade, F. Scott Fitzgerald quis refletir sobre a velhice e a partir desta inspiração ele constrói uma história extraordinária que nos leva a entender a partir do ponto de vista do personagem Benjamin Button, o mundo misterioso dos idosos.

Como não estar convicto de que a humanidade tem caminhado para um programa de vida acelerado e modernizado fundado em uma qualidade de vida que despreza completamente aquele que não consegue acompanhar o ritmo. Certamente os nossos idosos passaram de integrante da humanidade para escorias do mundo modernizado.

Quem pode entender o que se passa na mente e no coração daqueles que um dia lutaram e trabalharam para que estivéssemos numa posição aceitável? Quem poderia explicar os tantos sentimentos de rejeição e abandono que se acumulam na consciência de um idoso esquecido em um asilo ou deixado para traz, sem falar daqueles que estão lá porque a família não tem tempo de cuidar ou não sabem como lidar com os limites da idade? Será que amanhã não será eu e você no lugar deste idoso? Que futuro nos espera quando a perna não conseguir corresponder mais o comando da mente? Quem será capaz de nos compreender quando a visão ficar turva, mãos tremulas, e a beleza escondida debaixo de umas tantas rugas?

O processo de envelhecimento faz parte do ciclo da vida e não pode ser excluído do programa de vida do homem, nem mesmo do homem moderno. Se aqueles que ditam as regras não incluírem em seus objetivos primordiais os cuidados necessários para dar qualidade de vida e inclusão social aos idosos, em pouco tempo Benjamin de Button deixara de ser um livro, e de um filme passará a ser real. O silêncio e a solidão dos nossos idosos reclamaram por justiça sob nossas consciências e o peso da nossa omissão pode nos levar para um asilo eterno.

Desculpa-me deter me delongado um pouco mais sobre este ponto de vista, mas o filme é muito mais abrangente ainda. Há uma cena no filme que não vou contar agora para não tirar o seu sabor de degustar o momento, mas diz que a velhice é um ótimo momento para se pedir e dar o perdão, pois a experiência vivida já é suficiente para reconhecer que não vale a pena levar magoas para a outra vida que nos espera.

Para alem destas reflexões, devo enfatizar aqui o maravilhoso trabalho de maquiagem e interpretação, pois os principais atores do filme tiveram que interpretar as três fases da idade de modo especial Brad Pitt interpretando Benjamin Button e Daisy por Cate Blanchet. (Não é a toa que o filme já conta com 13 indicações de Oscar.

No fundo no fundo, eu estou mesmo é te convidando para ir apreciar o filme, pois é um ótimo entretenimento educativo além de ser um lindo filme, e estou certo que você tirará muitas outras conclusões que irá te ajudar muito a ver a vida do ponto de vista do idoso que um dia todos nós seremos se Deus permitir.

Deus abençoe você

Marcelo Pereira

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Mãe escondida e secreta

Meditação do Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem

2 – Toda a sua vida Maria permaneceu oculta; por isso o Espirito Santo e a Igreja a chamam Alma Mater – Mãe escondida e secreta. Tão profunda era a sua humildade, que, para ela, o atrativo mais poderoso, mais constante era esconder-se de si mesma e de toda a criatura, para ser conhecida somente de Deus.

O segredo de Maria sempre foi a humildade. A palavra humildade vem da origem da palavra húmus, que significa “solo sobre nós” ou ainda “terra fértil”. Em outras palavras, húmus é o nível que nós estamos. Cada homem e cada mulher tem o mesmo nível de dignidade, de possibilidade de ação. A palavra humildade também deriva a palavra “humano”, ou seja, ser humilde significa estarmos todos no mesmo nível, ninguém é melhor ou pior do que o outro, todos estamos no mesmo plano de dignidade pois todos nós somos humanos e estamos todos no mesmo solo, num mesmo patamar de dignidade.

Maria se colocou no mesmo plano de todos os homens e mulheres, pois desta forma ela não se destacaria aos olhos humanos mas somente aos olhos de Deus. Na humildade de Maria se esconde um segredo que hoje o próprio Deus nos quer revelar, o segredo de ser um com o outro, de estar no mesmo plano de dignidade do outro, é exatamente isso que nos faz destacar aos olhos de Deus. Maria foi tão humilde, tão humana tão comum entre os homens que se destacou entre todas as outras mulheres “Bendita és tu entre todas as mulheres…”, apenas por ter eficaz no cumprimento da palavra humildade.

Não é com confetes ou com exageros que vamos atríar a atenção de Deus sobre nós, mas é com a santa humildade, como a Alma Mater (Mãe escondida e secreta ).

Quero pedir hoje que Maria, mãe da humildade nos ensine o segredo de sermos único aos olhos de Deus, mas comuns entre os outros a fim de termos dignidades iguais para que só Deus seja exaltado em nosso relacionamento. Hoje é um dia de nos consagrarmos a Maria, a sua santa humildade, ao seu Imaculado coração. Segue acima uma oração de consagração ao Imaculado Coração de Maria feito pelo Monsenhor Jonas Abib, em Fátima, no dia 11 de Maio de 2004, diante a Imagem de Nossa Senhora de Fátima na Capelinha das Aparições.

Marcelo Pereira

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Maria e o plano de salvação

Meditação do Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem

1 – O artigo primeiro do Tratado da Verdadeira Devoção a Virgem Maria já começa com uma frase significativa e profundamente escatológica.

“Foi por intermédio da Santíssima Virgem Maria que Jesus Cristo veio ao mundo, e é também por meio dela que ele deve reinar no mundo”

Veja, Maria está presente no inicio e fim do plano de Deus. No inicio, porque Deus quis precisar de uma mulher para que Cristo pudesse penetrar na vida humana. Deus poderia usar outra forma de fazer isto? Poderia! É claro que poderia, pois Ele é Deus e tem poder para isso, mas, a participação de um ser humano no plano de salvação também faz parte da sabedoria Divina de Deus. Maria foi a escolhida já antes da execução do plano para ser está intermediária, está porta pela qual Jesus pudesse ter acesso a cada um de nós.

Ela também está destinada para ser o intermédio do reinado de Cristo até a sua volta. Por tanto, Maria está presente não só no inicio e fim da história, mas principalmente no centro da história e do plano de Deus. Maria sempre estará em destaque em cada momento da história do homem. Já se somam mais de 2000 anos que uma avalanche de ideologias anticristã e até mesmo cristã como no caso dos evangélicos, que tentam rasurar está personagem da história, mas devo afirmar que Maria não foi desenhada por mãos humanas, mas pela própria vontade de Deus. Ele quis que fosse assim e será assim querendo ou não querendo. Também isso não é uma imposição de Deus, pois a salvação é para todos e é gratuita e recebe quem a deseja e a busca. Um coração fechado a está realidade fica apenas com a sensação de estar na verdade, mas no fundo não chega a ter o paladar e nem mesmo se sacia desta graça que é Maria na vida do homem.

Vamos fazer um caminho sob este alicerce que é Maria segundo o Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem Maria de São Luís Maria Grignion de Montifort. Este é apenas o artigo 1 do tratado. No próximo artigo vamos conhecer uma característica muito forte de Maria que comprova porque Maria é bendita entre todas as mulheres.

Marcelo Pereira – fatimahoje

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Peregrino da paz

Muitos de nós temos uma imagem de peregrinação muito limitada, pois estamos acostumados a restringir uma peregrinação sob forma de uma viagem religiosa a lugares santos, mas sempre com aquele impulso de retorno e com passagem de volta, ou seja, limitamo-nos a idéia de ir e voltar, de conhecer aquele lugar dos nossos sonhos, mas sempre com saudade da nossa casa do nosso lugar de costume familiar e social. Na filosofia e até mesmo na teologia encontramos uma visão bem mais ampla de ser peregrino, que não está limitado a hum lugar passageiro e apenas físico, mas sobre tudo místico e sobrenatural com uma perspectiva de tempo sem limites, ou seja, de uma dimensão eterna.

Ser peregrino da paz, não é uma viagem que tenha passagem de volta, ou que nos deixa com saudades das guerras, barulhos tão habituais como nos dias de hoje. Está viagem em busca da paz não pode estar limitada a um lugar nem mesmo a um tempo cronológico,pois não se trata de um monumento histórico nem de um patrimônio da humanidade. Também, o peregrino da paz não pode sentir saudades do que é ruim só porque já é um hábito, pois não devemos nos acostumar com este mundo de cão.Ao contrário, o peregrino da paz ele leva a vida toda para conquistar este destino, pois a paz é uma semente que é plantada na terra da dor, das guerras e de todos os tipos de sofrimentos. É no coração do homem violento que somos responsáveis em espalhar esta semente pois a árvore desta semente que é gerada é que vai trazer sombras de paz sobre nós em tempos de turbulência.
A palavra de Deus diz que; o que se planta sobre está terra é o que se colherá sobre ela. Se plantamos vingança, raiva, ódio, rancor, violência e falta de perdão, então já temos um futuro comprometido, mas a conseqüência maior e pior ainda está na dimensão espiritual, onde seremos julgados pelos frutos da nossas obras. A dimensão da paz precisa ser uma peregrinação permanente, como é o Céu. Somos peregrinos permanentes do Céu e está viagem também não tem volta, aliás, tem apenas uma conexão que fazemos após a morte para uma viagem muita mais interessante ainda, que é a viagem ao mundo do amor, onde não haverá sequer lembranças ou sensações de guerra ou violência, pois a dor e o sofrimento terá desaparecido se a semente da paz e do amor foi suficientemente plantado para garantir o bilhete da salvação.

A ausência da paz hoje talvez seja por falta de quem plantasse no passado, e a ausência da paz amanhã talvez seja por termos nós cansado de peregrinar semeando a paz, amor e o perdão pelos lugares e pessoas por onde Deus nos leva todos os dias a viajar.A escolha do futuro depende de nós,já que nós não tivemos oportunidade de escolher o nosso presente, porém, podemos escolher o nosso futuro, ou pelo menos o futuro dos outros que virão depois de nós.Que Nosa Senhora, Rainha da Paz interceda por nós para que nossa viagem nos leve a cidade do amor lugar predileto da paz.

com carinho Marcelo Pereira

quinta-feira, 10 de julho de 2008

As Trevas não são o contrário da luz…

Para a Glória de Cristo Rei e da Virgem Prudentíssima, Maria Mãe da Igreja!

”As Trevas não são o contrário da luz, mas a sua privação”. (Parte I)
(Santo Tomás de Aquino – De Malo, I, a. I, ad.5)

I – A Luz e as Trevas do Homem
A dignidade do ser humano vez ou outra é colocada em maior realce, infelizmente ela é debatida com maior vigor quando em dados momentos da história a humanidade é atacada de forma brutal, severa e inconseqüente. Vemos por excelência os sistemas de poder que usaram de suas ideologias para massacrar milhões de seres humanos, hora retirando-os de seus lares, famílias, amigos, de suas terras onde nasceram e cresceram; outrora usando da maquina da morte, ceifando vidas, violando a sacralidade do corpo, retirando deles aquilo que só ao Pai Eterno pertence e só Ele exerce pleno poder.
Focando nossas atenções no fim da primeira metade do século XX, vemos que a dignidade humana se tornou um termo recorrente, passou a compor o texto das inúmeras constituições chamadas de modernas, com o Estado Democrático de Direito encabeçando, com suas debilidades, o poder de zelar por sua aplicação. Com as Guerras Mundiais, a humanidade vítima de si própria, experimentou o amargo gosto da ignorância absoluta, ao presenciar o período negro do nazifacismo e do comunismo, onde milhões de homens e mulheres se tornaram alvo da crueldade sem precedentes. Um período negro, quando o poder dos “poderosos” desse mundo se construiu sob a bandeira da aniquilação dos opositores do regime comunista e do holocausto dos inimigos idealizados do nazifacismo; porém a humanidade, mesmo assim, fez uma experiência de si própria, logo, fez uma experiência de Deus, quando constatou que o “status quo” deveria ser rompido – Tal status era degradante, porque o ser humano era visto como um mero instrumento que seria manipulado e descartado com violência de acordo com os interesses dos operadores das máquinas de guerra – mulheres, grávidas, idosos, crianças, homens sofreram o peso da mão poderosa do comunismo e do nazifacismo. O poder se constituía sob a capa da desumanidade, por isso, opostamente ao desumano constatou-se o humano, o valor, a dignidade, a potência de ser e viver uma moral que rompe com as cadeias do poder, que usa da máquina estatal para a aniquilação. A vida é santa e deve ser mantida em detrimento da morte e da insanidade; não há nada no ser humano que não seja dado por Deus. Todo e qualquer lampejo que dignifica verdadeiramente a vida é decorrente do Absoluto. A assistência que Deus dá aos filhos através da razão, se faz porque toda experiência humana é incompleta e imperfeita se feita de forma egoísta, logo, fora de Deus; por isso não se pode retirar Deus da história humana que é história de Deus – a história pertence ao Criador da História -. Ter condições de se determinar livremente sem que isso incorra na morte, ou pior ainda, na morte idealizada por aqueles que detêm o poder, fruto de uma máquina mortífera planejada nas suas mais concretas minúcias, é elemento essencial para que os filhos de Deus possam ter a garantia de se manterem vivos, sem que a loucura seja a pauta do momento.
”As concepções de Hitler e de seus asseclas[…]. A mais dura quadra, a mais triste, a mais cruel, aquela que nos deixou marcados para o resto da vida foi a II Guerra Mundial […] judeus exterminados nos campos de concentração de Auschwitz, de Dachau […]. Antes, porém, experiências sem nenhum sentido científico utilizaram esses seres humanos como cobaias, legando a alguns sobreviventes, a seus amigos e familiares, e à humanidade como um todo lúgubres memórias e marcas indeléveis de dor e de aflição”. “Esse quadro de espanto e terror, bem sinaliza os fundamentos que estruturaram o estado alemão sob o signo do que se chamou de nacional-socialismo, em que Hitler, havendo haurido em Joseph Artur de Gobineu (1816/1882) os primeiros rudimentos para a montagem da catástrofe, promoveu a insana ação que resultou no morticínio de milhões de judeus, sob a monstruosa concepção de raça inferior e impura e coisas do gênero”(Supremo Tribunal Federal – Habeas Corpus 82424).
veja a segunda parte deste texto no proxímo artigo, aguarde…

por Carlos Eduardo Maculan

segunda-feira, 28 de abril de 2008

“Como ser um líder virtuoso”

Gostei muito de um texto que a Zenit publicou nesta semana sobre liderança. O título do texto é: “Como ser um líder virtuoso”, fruto de uma entrevista com Alexandre Havard, diretor do Centro Europeu para o Desenvolvimento da Liderança.

Ele inicia dizendo que: “quanto mais profundamente se vivem as virtudes, mais se pode mudar a cultura”.

4256522-md.jpgA liderança é questão de caráter. O caráter é algo que podemos configurar moldar e fortalecer. Fortalecemos nosso caráter através da pratica habitual de hábitos morais saudáveis, chamados virtudes éticas ou morais. As virtudes são qualidades da mente, da vontade e do coração. Nós as adquirimos com nossos esforços. O ato próprio para adquiri-las é um ato de liderança. (Havard)

O caráter não é o temperamento. O temperamento é inato, é um produto da natureza. Podem ajudar no desenvolvimento de algumas virtudes e impedir outras.
As virtudes imprimem caráter em nosso temperamento, de modo que este já não nos domina. Se me faltam virtudes, serei um escravo de meu temperamento. As virtudes regulam o temperamento.
O temperamento não tem que ser um obstáculo para a liderança. O obstáculo real é a falta de caráter, é que nos deixa rapidamente secos, sem energia moral, e bastante incapaz para exercer a liderança. (Havard)

Os líderes têm de ser virtuosos para serem líderes reais e, já que a virtude é um hábito que se adquire com a prática, dizemos que os líderes não nascem eles se fazem.

E o que significa virtude?

As virtudes são mais que simples valores. As virtudes são forças dinâmicas. De fato, sua raiz em latim, «virtus», vem de força ou poder. Cada uma se é praticada habitualmente, reafirma progressivamente a própria capacidade para atuar.

Havard indica seis virtudes de forma especial. A magnanimidade, para lutar por coisas grandes e propor desafios a si mesmo e aos demais. A humildade, para superar o egoísmo e acostumar-se a servir os outros. A prudência, para tomar decisões justas. A valentia, para manter-se e resistir a todo tipo de pressões. O autocontrole, para subordinar as paixões ao espírito e ao cumprimento da missão, e a justiça, para dar a cada um o que merece. (Havard)

- A magnanimidade do líder está dirigida a servir os outros, sua família, clientes, colegas, seu país e toda a humanidade.
- Esta nobre ambição para servir é um dos frutos da linda virtude da humildade. As virtudes não tomam o lugar da competência profissional, mas são parte desta.
- Posso ter um diploma em psicologia e trabalhar como consultor, mas se não tenho prudência, eu me encontrarei com dificuldades para dar conselho a meus clientes.
- Posso ter um MBA [mestrado em administração de empresas] e ser um executivo de uma grande corporação, muito bem, mas se não tenho valentia, minha capacidade para liderar ante a dificuldade deixa a desejar. (Havard)

A liderança não exclui ninguém. A virtude é um hábito e se adquire por repetição.

Pode ser duro viver virtuosamente no contexto cultural atual, mas não é impossível. A capacidade de dizer «não» nos confere um grande poder. Somos livres para decidir até que ponto deixamos que a cultura atual nos afete.
Escolhemos livremente ser o que somos. Vício ou virtude? Depende de nós. A virtude implica e depende da liberdade. Não se pode forçar, é algo que escolhemos livremente. Se as praticamos assiduamente, o caminho para a liderança está aberto. A liderança começa quando usamos nossa responsabilidade livremente. (Havard)

Gente, pode até não parecer ser um texto com caráter religioso, mas é! Nós quanto pessoa cristã seriamos muito mais sucedidos na vida e na caminhada com a Igreja se alcançarmos sermos virtuosos.
Quero me motivar e motivar você, à busca dos valores e das virtudes que nos façam verdadeiros lideres.

Marcelo Pereira

quarta-feira, 23 de abril de 2008

FUGINDO DA ZONA DE CONFORTO

Um dos maiores inimigos da significativa realização é o conforto.

A maioria das pessoas estão tão preocupadas com a sua zona de conforto a ponto de não estarem dispostas a fazer aquilo que é necessário para serem bem sucedidas.

Ter que se defrontar com certas pessoas, aprender uma nova habilidade, apresentar as suas idéias, assumir riscos, trabalhar duro – tudo isto – é muito desconfortável, porém, absolutamente necessário na caminhada para uma vida bem sucedida.

Você tem que decidir se deseja uma vida de conforto ou uma vida de realizações.

Você pode ter qualquer coisa, fazer qualquer coisa, e ser aquilo que deseja ser, se simplesmente estiver disposto a dar um passo para fora da sua zona de conforto e tomar as decisões que, necessariamente, devem ser tomadas.

Dê uma boa examinada nas coisas que você faz todos os dias e pergunte a você mesmo por que é que está fazendo essas coisas.

Você as faz porque é familiar, confortável e por que oferecem segurança?

Você, porventura, se encontra ansioso em sair da sua aconchegante zona de conforto?

Porventura tem você evitado fazer certas coisas porque isso pode lhe causar um certo desconforto?

Não permita que você venha ficar muito confortável.

Um curto período de desconforto é muito melhor do que uma vida inteira de olhar desolador ao passado.

Texto de Nélio da Silva

segunda-feira, 10 de março de 2008

O Fundidor

São muitas as formas que a Bíblia tem para revelar a maneira que Deus trabalha na construção do seu Reino.
A Bíblia revela as múltiplas habilidades de Deus conhecedor de uma variedade de funções tal como; pai, pescador, construtor, administrador, carpinteiro, médico artista, escritor e tantas outras profissões, mas que me saltou aos olhos uma outra habilidade de Deus expressiva no livro do profeta Malaquias 3,3 “Porque ele é como o fogo do fundidor, como a lixívia dos lavradores. Sentar-se-á para fundir e purificar a prata; purificar os filhos de Levi e os refinará, como se refina o ouro e a prata”.
Providencialmente eu ouvi uma pessoa dizendo que também lhe chamara a atenção está especialidade de Deus como fundidor ao ler na Bíblia, e que lhe despertou a curiosidade de saber mais a fundo como funciona de fato a purificação do ouro e da prata. E lá foi ele em busca de aprofundar no tema. Explicava ele.
“Fui a uma funilaria e pedi autorização para acompanhar de perto o processo de purificação, me vesti com uma roupagem especial e me pus a acompanhar um homem também muito bem protegido por causa da alta temperatura, e ali segurando uma haste (uma espécie de concha gigante) onde estava uma quantidade de prata a uma temperatura muito alta no fogo. Observei atentamente, hora olhando para o rosto do fundidor, hora olhando para a prata, mas ao mesmo tempo tentando lhe fazer algumas perguntas. O fundidor por sua vez até respondia algumas das minhas perguntas, mas em momento algum ele desviava seus olhos da prata ao fogo. Na minha ignorância, pensei que aquele homem estava fazendo pouco caso de mim, mas a um determinado momento o fundidor se virá para mim dizendo: pronto, agora a prata está purificada, e indagou; me perdoe não ter te dado toda a atenção, mas é que o segredo da purificação da prata está justamente em conservar sempre fixo os olhos na prata até que ela reflita a mim mesmo, a minha imagem como que um espelho. Enquanto meu rosto não refletir na prata ela ainda não está purificada e também ela não pode passar do ponto, pois se não perde-se a prata. Foi por isso que eu não pude olhar para o senhor, disse o fundidor”.
Veja, que exemplo maravilhoso, Deus esta com os olhos fixo em nós, o tempo todo e só descansará quando estivermos refletindo a sua imagemem nós. Nós somos a “prata”, Deus é o fundidor e o fogo são as provações da vida. O nosso processo de purificação é diário e se passam em alta temperatura das diversas tribulações, sacrifícios e sofrimentos que vivemos. Tudo isso para alcançar o ponto exato da nossa purificação e só iremos descansar quando estivermos refletindo a imagem do grande fundidor que é Deus em nós.
Santo Agostinho diz que: “Quem está longe de Deus está longe de si mesmo, alienado de si mesmo, e só pode encontrar a si, se se encontrar com Deus”.
Neste sentido podemos dizer que quando uma pessoa se aproxima de nós ela precisa ver em nós ela mesma, pois o sinal de uma pessoa que encontrou a Deus, é quando ela encontra-se com sigo mesma. Estranho né, mas é isso mesmo!
Deus tem razão em se especializar em purificar a prata, pois somos mesmo muito semelhantes a prata e necessitados de purificação. É muito triste constatar que quando uma pessoa se aproxima de nós, não refletimos Deus nem ela e nem nós mesmos. Este é um sinal que estamos muito longe de Deus e alienados de nós mesmos.

Certamente Jesus não teve tempo de explicar sobre a purificação da prata no seu discurso “Sermão da Montanha” que só os puros verão a Deus Mat 5,8.

Enquanto estivermos em processo de purificação, a imagem de Deus será turva em nós. Por isso Senhor é que te pedimos a graça de agüentar firme no fogo da provação e que nada nos impeça de chegarmos ao ponto de refletirmos em nós a tua própria imagem, pois só os puros é que verão a Deus.

Deus abençoe você
Marcelo Pereira